It´s not just phones…

Os competidores (Samsung, Acer, Asus, Dell, Lenovo…) copiam tudo… Chega a ser ridículo.

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Stanford Duck Syndrome

Li alguns artigos interessantes sobre essa sindrome e vi como isso é mais frequente que imaginava.

Muita gente tem a impressão que uma pessoa bem-sucedida não faz o menor esforço para alcançar o sucesso na sua empreitada, trabalho ou vida acadêmica, quando na realidade é o que mais se esforça, prepara, estuda e corre atrás. A Stanford Duck Syndrome é esta percepção incompleta que as pessoas acham que o pato desliza  no espelho d’água sem qualquer dificuldade, passeando com a maior facilidade do mundo, com extrema classe, elegância e eficiência, quando, na realidade, se visto por baixo da superfície, o bicho tá remando feito louco para manter a impressão acima.

Essa síndrome afeta a maioria das pessoas. Hoje em dia, o problema é mais comum do que imaginamos. As pessoas se incomodam profundamente com o sucesso alheio sempre achando que não há esforço, dedicação e que tudo é por sorte ou influência, mas o que estes incomodados não conseguem ver é o trabalho diário árduo e o convívio com o fracasso que somente os bem-sucedidos enfrentam nos “bastidores”.

Lembro sempre desta frase encontrada numa porta de box de banheiro num curso pré-vestibular:

Enquanto você está aqui cagando, tem um japonês estudando.

Vai lá dormir com esse barulho.

Ω

Haters são haters, e só isso.

Nas rodas de conversa onde surge o assunto “Apple” e que o iPhone é defendido como o melhor smartphone no mercado, seja por conta do design inovador, da qualidade dos materiais usado no aparelho, a interface, iOS, intuitividade etc., sempre aparece um pateta dizendo que o sucesso do aparelho se dá somente pela força do marketing da Apple. Dizem que a empresa rouba a tecnologia de outras, que copia tudo e que o futuro da empresa está fadada ao fracasso quando o hype passar.

Farei um post sobre o mito de que a Apple é copycat. Aguardem.

Ainda exitem outros quem preferem o ataque dizendo que o recente processo movido em face da Samsung sobre a disputa de violação de patentes do iPhone é sinal de uma empresa que caminha ao fracasso por não apresentar mais inovação. É sério que acreditam nessa baboseira?

Iria explicar o quanto isso é chato e sem fundamento, mas John Gruber já fez:

Another greatest hit from Apple troll bag: Apple is a technology poser that merely dresses up in pretty “marketing” the engineering innovations of other “real” technology companies.

For some, Apple is always doomed. In the old days, because they were too small, dwarfed by Microsoft. Then, a decade ago, it was because the iPod boom would surely prove fleeting and soon go bust. Now, it’s because they’re too big, doomed by their success and the company’s institutional hubris.

Pra mim essa raivinha significa uma coisa: inveja. Khürt Williams acha o mesmo:

What sometimes (often) boils my blood is the way Apple haters attack the company. When the company was struggling they were dismissed as an also-ran whose products were crap that no one would buy. Now that Apple is a success — from seemingly producing better product that people are buying — they are an evil corporation supported by millions of fan boys. I have a word for that. Jealous.

Happy Birthday MJ!

54 years ago, on this very day, a legend was born in Gary, Indiana, and set the world on fire with his music, showmanship, kind heart and love.

He is immensely missed and I find in his music a daily inspiration.

Long live the King.

Michael Jackson – Thriller

Thermonuclear

O Google já falou que não se sente ameaçada com o veredito favorável para a Apple e que as patentes violadas não tem ligação com core do Android. Então, por que o Nexus (produzido pela Sammy para o Google) foi um dos alvos do processo? Parece que teve cópia sim.

Steve Jobs prometeu que gastaria seu último fôlego (que já acabou) e até o último centavo da Apple para impedir que o Google continuasse copiando as ideias do iOS para Android. Centavos não faltam para a Apple. Diria que, depois da Samsung, o próximo alvo será o Google.

Acho que é questão de tempo. O processo da Apple contra Samsung ainda tem muita lenha para queimar, mas assim que transitar em julgado, não me espantaria com a promessa do Jobs sendo cumprida.

A vitória da Apple não atrapalha a inovação

Já li alguns artigos sobre como a vitória da Apple nos tribunais significa que a inovação ficará estagnada por medo de novos processos de violação de patente. Menos galera, menos.

Não acredito que empresas como Microsoft, RIM, Nokia e Google deixarão de investir em novas idéias para um novo smartphone e nada impedirá o lançamento de  smartphone melhor para ofuscar o iPhone. Como disse Gruber, melhor agora também significará diferente.

(…) Better necessarily implies different. What this verdict should prevent is any of them making phones that are disturbingly similar to Apple’s.

Vitória da inovação

A esta altura, todo mundo já sabe que a Apple venceu a dispusta contra a Samsung sobre violação de patentes. Como já tinha falado algumas vezes, esta disputa não compromete a competição e inovação. Na realidade, entendo que a vitória da Apple é uma grande vitória à todos que esperam ver a fabricante do iPhone continuar inovando.

Caso contrário, como justificar bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento para trazer produtos inovadores se tem empresas que apenas se dão o trabalho de copiar? Sem contar que acabam vendendo uma experiência pior sob o véu da semelhança.

Ainda bem que a  inovação venceu.

Vale a leitura para entender o tamanho da aposta que o iPhone foi para a Apple (e Steve Jobs) em 2005-2007.

counternotions

Suppose you were the CEO of Apple in 2005 when a couple of intergalactic visitors with time-warping technology offered you this bet:

Design and manufacture a small mobile device that seamlessly combines the functionalities of a cellular phone, a web surfer, an audio/video player and a small PC, and your company will double its market cap and establish a third mass-market computing platform after Windows and Macintosh.

Would you take it?

Before you say, “Are you nuts, why wouldn’t I?” ponder just a few of the issues involved:

  1. It won’t be possible to enter this market quietly or modestly and hope to grow slowly (like with Xserve a few years earlier). Yours will have to be a blockbuster entry. You are good in raising awareness and expectations around a product but that raises the consequences of failure exponentially.
  2. If you fail, it would be a public fiasco of the first…

Ver o post original 418 mais palavras

Em busca de menos

Li um artigo interessante, e devo dizer quer concordo com o racioncínio, de que muito sucesso leva, invariavalmente, ao fracasso.

Greg McKeown, do Harvard Business Review, explica o motivo de pessoas bem sucedidadas não se tornarem extremamente bem sucedidadas. A razão seria o “paradoxo da clareza”:

Why don’t successful people and organizations automatically become very successful? One important explanation is due to what I call “the clarity paradox,” which can be summed up in four predictable phases:

Phase 1: When we really have clarity of purpose, it leads to success. 
Phase 2: When we have success, it leads to more options and opportunities. 
Phase 3: When we have increased options and opportunities, it leads to diffused efforts. 
Phase 4: Diffused efforts undermine the very clarity that led to our success in the first place.

Curiously, and overstating the point in order to make it, success is a catalyst for failure.

Diria que este tal paradoxo é seguido à regra pela Apple, incurtido na companhia pelo Steve Jobs que sempre se gabava da habilidade de falar mais “não”  do que “sim” e travar o lançamento de produtos/idéias que não fossem, pelo menos, perfeitos. No All Things D de 2004, quando perguntado sobre o PDA da Apple (antes de imaginarmos o iPhone, mas que, certamente, estava sendo desenvolvido na época), Steve Jobs falou:

“I’m as proud of the products that we have not done as I am of the products we have done.”

Tim Cook se expressou de maneira similar, o que nos convence que o foco em menos é uma filosofia da companhia e não apenas discurso:

“We say no to good ideas every day; we say no to great ideas; to keep the number of things we focus on small in number.”

Sempre me levei por este lema, tanto que hoje em dia tento me focar no trabalho em poquíssimas tarefas por vez (sempre moniorado por uma lista de prioridades, é claro).

 

 

 

 

Se a missão Apollo não voltasse…

Arrepiante ler o discurso/comunicado preparado para o então presidente americano Richard Nixon numa eventual tragédia com Buzz Aldrin e Neil Armstrong…

Cadê o iPad Mini (nano, de 7″…)?

Quem acompanha o mundo da Apple, principalmente os blogs especializados, já reparou a quantidade de partes do novo iPhone que apareceu nas últimas semanas, em claro sinal de que estamos cada vez mais próximo do anúncio (e lançamento) da nova geração do JesusPhone. Já vimos as logic boards aqui e aqui, o novo sim card tray e o próprio unibody ou carcassa do aparelho.

Para quem não lembra, dia 12 tem festinha em Cupertino e, possivelmente, a Apple anunciará o novo iPhone (nada de iPhone 5, porra). Eu espero uma nova versão do mamute iTunes, quem sabe uma nova iTunes Store em um app separado, tipo o Mac App Store…

Agora, para quem tinha certeza que a Apple ia anunciar uma versão mais compacta do iPad, não é estranho ninguem ver nenhuma peça do produto (ou protótipo) escapar das fábricas da China? Se a intenção era anunciar algo em setembro, só temos duas opções:

  • A Apple conseguiu manter o segredo e a produção nas fábricas está sendo vigiada pelos Avengers e por isso ninguem ouve falar do iPad mini…

ou

  • Não foi dessa vez que a Apple se convenceu da necessidade de lançar um iPad menor. Como não há produção do aparelho, não tem como ter peça sendo vazada…

 

 

Daring Fireball completa 10 anos

John Gruber certamente é o principal insider, analista e crítico do mundo Apple e seu blog Daring Fireball passou a fazer parte da minha leitura diária a alguns anos atrás. Poderia dizer que a minha inspiração para escrever um blog surgiu após anos de leitura do material apresentado pelo Gruber.

Os posts com críticas, análises, inside information, as palestras (várias pelo youtube) e o Talk Show mostram o conhecimento profundo de Gruber sobre o universo da Apple, o conceito por trás dos produtos da Maça, e, principalmente, a filosofia que norteia a companhia. A maioria da população acredita que o iPhone é apenas um telefone (discordo e falarei em outro post), mas Gruber consegue mostrar como o iPhone é diferente de qualquer outro aparelho parecido, desde o conceito original, a concepção do design e o problema que o aparelho se propôs a resolver. Para quem curte tecnologia, cultura americana e, principalmente, a Apple, Daring Fireball vale muito a leitura.

Claro, o lado humorístico do Gruber é interessante e densamente enriquecido pela cultura americana.

É sempre um prazer ler o material de Gruber. Fico feliz que ainda se encontra material de de leitura de alto nível.

Parabéns pelos 10 anos de Daring Fireball.