Click Errado da Microsoft

Durante o fim de semana do Natal me deparei com uma propaganda do Surface da Microsoft e achei esquisito que o “click” da capa/teclado encaixando no tablet tinha virado um feature… Pesquisei e vi que não era o único que tinha percebido esta bizarrice.

Ken Segall, do Observatory, achou o mesmo:

Instead, Microsoft has opted for the gimmick. It seems that Surface makes an audible click when you attach the keyboard/cover to the tablet. And along the way, someone decided that the click would make a nice “hook” for the campaign. That led to a launch commercial based entirely on the click.

Para não dizer que esta campanha é burra, diria que focar num barulho para atrair novos usuários é… um pouco… burrice mesmo. Não deu Ballmer, tentei achar um adjetivo menos duro mas não deu. Propaganda burra e que trata seus potenciais usuários (e mercado) feito burros, não é à toa que ninguem compra um Surface.

Ω

Anúncios

iPad mini, o iPad definitivo

Finalmente conheci o iPad mini e posso dizer que este é o formato ideal para o iPad. Imagino que a Apple não começou com este formato por duas razões: custo da tecnologia para produção e a confusão que poderia causar com o iPhone.

Vou explicar a segunda razão. Se lembrarem bem, quando o iPad original foi lançado, de todos os comentários, vi várias pessoas falando que o aparelho não passava de um iPhonão ou iPhone com a tela grande. Hoje sabemos que o design dos aparelhos é da mesma familia, mas são dois aparelhos com propostas diferentes. Imaginem se a Apple tivesse lançado o iPad no formato do mini. A confusão seria ainda maior e, talvez, as pessoas não embarcariam numa compra do iPad mini por achar que o iPhone fosse (e é) mais portátil.

Ainda, lembrem-se que o iPhone serviu para educar as pessoas a usarem um aparelho cujo principal input é com os dedos. O iPad original já foi lançado com o ar familiar, tanto que foi muito bem aceito e a tal ponto referenciado, ainda no começo, como um iPhone grande. De toda forma, a diferença do tamanho dos displays era muito significativa, o que facilitou a vida da Apple para vender o aparelho como uma proposta inovadora.

Quanto à primeira razão, o custo para miniaturizar um iPad deveria ser proibitivo para um lançamento ainda em 2010. Ainda que o iPad mini não seja o mais barato entre os tablets sub-10″, certamente em 2010 o preço seria estratosférico ainda para os padrões premiums da Apple.

Review mini

Pros: Muito portátil, incrivelmente leve e realmente dá para manusear com uma das mãos. Todos os apps para iPad estão prontos para o mini, o que deixa o aparelho muito robusto frente à quantidade obscena de apps. E, finalemente, a versão em preto (ou slate) é linda.

Cons: Preço um pouco salgado, especialmente, por não ter um retina display. Ah, o o retina display faz falta, para quem já está acostumado com o iPhone 4, 4S e 5 (principalmente este) e, claro, com os iPad 3 e 4 (gerações).

No primeiro instante ao usar o iPad mini é nítido que este é o formato ideal para ter uma excelente experiência de tablet. Quase não dá para sentir o peso, cabe direitinho na mão, o que o torna excepcional para leitura de livros, revistas, comics, apps de leitor de feeds. O iOS 6 melhorou a percepção de toque involuntário da tela (ou quando os dedos apenas repousam na tela), o que elimina a necessidade de uma borda grande.

Falando por aqui não dá para fazer a justiça que o iPad mini merece. É preciso usar e entender como este tablet é extremamente bem feito. Impressiona até quem tem ódio pela maçã e prefere os inventos (risos) da Sammy.

Para quem não tem iPad, sugiro comprar o mini. Para quem tem o iPad original ou o 2, sugiro comprar o mini. E, para quem tem o iPad 3 ou 4, só vale a comprar se o trade off portabilidade x display pesar para a leveza e facilidade de carregar o aparelho, do contrário esperaria até fevereiro/março de 2013.

Rolam boatos que a Apple vai passar a fazer refresh dos iPods, iPhones e iPads a cada 6 meses, mas isso é post para um outro momento.

Ω

Apple’s Way e a tão sonhada TV

Tim Cook foi entrevistado por Brian Willains, âncora do Rock Center (NBC) pela primeira vez como CEO da Apple, o que por si só já vale ver. A entrevista é boa, mas não revela muito sobre os próximos produtos/projetos da Apple, mas demonstra como o espírito do Steve Jobs faz parte da cultura da companhia:

Our whole role in life is to give you something you didn’t know you wanted. And then once you get it, you can’t imagine your life without it. And you can count on Apple doing that.

Dos produtos não anunciados pela Apple, Tim Cook soltou uma pista sobre as intenções da companhia para o mercado de TV’s:

It’s a market that we see, that has been left behind. You know, I used to watch “The Jetsons” as a kid. I love “The Jetsons.” We’re living “The Jetsons” with this. It’s an area of intense interest. I can’t say more than that. But…

Ainda acho que Tim Cook se refere ao Apple TV, mais do que uma TV da Apple. O Apple TV sempre foi tratado como um hobby experimentado pela companhia para entender melhor o mercado. Com o comentário do Tim Cook o mercado de TV é de intenso interesse da Apple, soa mais com uma revisão/revolução da próxima geração do Apple TV.

Ω

iTunes 11

Tarde, mas ainda digno de comentar. iTunes 11 é o melhor iTunes até hoje.

Maior destaque é o Expanded View, que nada mais é uma lista gráfica (e não puramente uma lista) com o conteúdo de album, filme ou série. Depois de clicar, o album é expandido com a mesma animação e lógica das pastas do iOS.

A idéia é brilhante porque permite que usuários de qualquer nível consigam acessar detalhes de uma vasta biblioteca de música/filme/séries sem nunca sair da interface primária, sem contar que o album abre com a listagem usando a capa do album de background, quase como uma homenagem aos tempos em que as capas de cds eram apreciadas. Como se tivessemos “abrindo” o album de verdade.

Ω