Novo design do New York Times

Há tempos que os sites de notícia parecem sofrer designs ultrapassados que se preocupam mais com a quantidade de clicks e ads apresentados aos leitores, o que tem ajudado a diminuir o número de assinantes. Nem vou comentar sobre o portal G1 que, apesar de providenciar o melhor fluxo de notícia do Brasil (muitas delas péssimas e de cunho sensacionalista), apresenta um dos piores designs que não ajuda em nada na leitura, começando pelo espaçamento da fonte.

O grande debate é o equilíbrio entre a estética e apelo visual e a experiência de leitura do usuário.

Hoje encontrei o protótipo de redesign do New York Times, que repensa como cada história é consumida, como a notícia é conectada e recupera o conceito da notícia ser o principal elemento do design.  Assim, as histórias ganham scroll infinito, todos os elementos de interação, como fotos, vídeos, infográficos, são incorporadas no corpo do texto. Ainda, as páginas ficam mais leves com o aumento de espaço em branco e a eliminação da enorme quantidade de links que ficavam ao redor da história.

Como disse no começo deste post, a regra para a maioria dos portais de notícia é dar ao leitor o número máximo de links de uma só vez, fazendo com que cliquem infinitamente (e rendendo estatísticas de clicks). O NYT quebra este paradigma adotando um design que privilegia experiências mais minimalistas, limpas e intuitivas, em clara influência dos usuários que buscam mais suavidade e experiências confortáveis ao lerem as notícias e com a ascensão de UI mínimas e clean dos mobiles.

Outra grande sacada do NYT foi trazer os comentários para o começo do texto e próximo ao autor da notícia, que dar um peso de igualdade e mesma importância, tanto para a notícia quanto para os comentários. É quase como se a notícia estivesse “no meio” das conversas, uma dando continuidade à outra.

Existe um menu invisível com o conteúdo dividido/distribuído em categorias, mas com uma navegação mais personalizada e natural. A opção de busca e seções tradicionais é mantida, como parte da tradição do NYT que sempre prega transparência e abertura de todos os fatos reportados no jornal. A possibilidade de marcar categorias como favoritos torna a experiência do usuário mais íntima e próximas, sem ter que fazer uso de algoritmos que preveem e escolhem os conteúdos que podemos achar interessante.

Aqui vale um comentário acerca destes algorítimos de conteúdo direcionado: Até que ponto é vantagem que nos seja indicado conteúdo baseado no nosso hábito de leitura e navegação? O tendão de Aquiles deste conceito é a impossibilidade de se chegar a assuntos novos e inéditos que estão fora dos nossos hábitos de leitura e navegação, uma vez que o algorítimo jamais irá me sugerir um conteúdo completamente diferente daquele que estou habituado.

O melhor de tudo nesta nova proposta do NYT é a manutenção da filosofia do jornal que a publicação seja a mesma, confiável e que propicie uma experiência que permita engajar os leitores, independentemente se você um iPhone, um Android, um notebook ou web app.

A curiosidade já deve estar matando, mas o redesign do NYT é um protótipo em beta aberto a alguns usuários que pedirem acesso através deste site.

Ω

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