One More Thing não é uma questão de segredo

 

Todos nós sabemos que o segredo é parte integrante do DNA da Apple. Departamentos inteiros (ou setores, diria) têm privilégios e acessos à informações de forma segregada e são compartimentados conforme surge a necessidade, mas o ‘One More Thing‘ do falecido Steve Jobs não era apenas mais um ingrediente neste mundo secreto. Aquilo ali era puro show.

Não acredito que veremos Tim Cook surpreender a plateia dessa forma.

Ω

 

N.E: Este post tinha sido escrito originalmente em inglês em 30/07/2012. Como a língua oficial deste blog é o português brasileiro, resolvi traduzir os posts em inglês.

 

JC Penney demite CEO Ron Johnson.

Ron Johnson é o responsável pelo sucesso das Apple Retail Stores que mudaram algumas regras do mercado de varejo como ter vendedores não-agressivos que buscam a melhor solução sem, necessariamente, vender um produto, vendas iniciadas e finalizadas pelo mesmo atendente, sem caixa registradora e a criação dos Genius Bar, onde os clientes conseguem obter os mais diversos treinamentos.

Depois deste sucesso, em 2011, Ron Johnson foi contratado para ser o CEO da gigante do varejo com objetivo de recuperar a empresa e melhorar a imagem junto ao público consumidor (usando, é claro, um pouco da magia da Apple), mas dois anos depois (e com desvalorização de 50%) o board da JC Penney mudou de ideia:

JC Penney CEO Ron Johnson is out and Mike Ullman will rejoin the company as CEO, receiving an annual base salary of $1 million.

Como se tem falado pelos insiders da Apple, 2 anos não era tempo o suficiente para consertar a JC Penney. Pelo pouco que lembro da JC Penney, as lojas eram caídas, vendiam qualquer merda e tudo parecia que tinha estacionado na década de 1980. As idéias do Ron Johnson eram audaciosas, arriscadas até e, certamente, eram de longo prazo.

Talvez fechar o capital antes de uma reestruturação maciça teria sido melhor para JC Penney.

Agora, será que Ron Johnson volta como SVP de Retail da Apple? A vaga continua aberta…

Ω

Facebook Phone ou Widget?

Facebook acabou de convidar a imprensa especializada para falar sobre a “nova casa deles no Android. Josh Constine, do Tech Crunch, revela que é possível que a gigante das redes sociais vai mostrar um smartphone da HTC com uma versão do Android bem modificada:

Sources tell us it will be a modified version of the Android operating system with deep native Facebook functionality on the homescreen that may live on an HTC handset. The evidence aligns to say this is the Facebook Phone announcement people have been speculating about for years.

Duas perguntas:

  1. Outros fabricantes que usam Android fizeram lançamentos mas não mencionam o OS do Google. Facebook, por sua vez, deixou bem explícito no convite. Será que o anúncio é para falar sobre uma integração mais profunda no Android (assim como no iOS) do que o Android modificado? Tá me cheirando um widget nativo… Blergh
  2. Como fica a parceria do Facebook com a Apple? A Maçã vem numa guerra termonuclear com Google já tem tempo…

Ω

A Apple mudou o mundo em 8 anos

É fascinante a comparação feita pela foto que supostamente capta os fiéis na Praça de São Pedro em 2005 e 2013.

A foto que tem circulado desde ontem foi postada no instagram, na realidade, vem de uma reportagem da NBC News, mostra como a Apple mudou o mundo, e não só o mercado de celulares, com o lançamento do iPhone em 2007. A primeira foto foi tirada em 2005 por Luca Bruno registrando o velório do corpo de João Paulo II e a segunda foi tirada recentemente por Michael Sohn mostrando o Habemus Papam de Jorge Mario Bergoglio (Francisco)

Apesar de não serem registros do mesmo evento (anúncio do novo Papa), a comparação serve para demonstrar a enorme influência da Apple e do iPhone nas nossas vidas.

É claro que em 2005 os celulares já eram lugar comum, mas ainda não eram os potentes computadores pessoais de bolso de hoje em dia e nem tinham câmeras no mesmo nível (ou melhor) do que as point and shoots cyber-shot’s tão comuns de alguns anos atrás.

8 anos depois, a foto tirada na Praça de São Pedro mostra como a revolução iniciada pela Apple em 2007 foi muito mais profunda, mudando vários hábitos, principalmente o de se noticiar um evento. Hoje em dia, qualquer pessoa de posse de um smartphone (não precisa nem ser um iPhone) tem condições de registrar um evento histórico e compartilhar da forma que bem entender, hábito este restrito às empresas de telecomunicação.

Ainda, o uso combinado de redes sociais e de câmeras de alta qualidade encontradas na maioria dos smartphone vendidos hoje em dia permite que qualquer pessoa possa registar um evento e noticiá-lo da forma que achar melhor.

O mais engraçado disso tudo é como o mundo muda drasticamente para algumas coisas, enquanto algumas tradições seculares permanecem as mesmas.

Ω

Inovação pela Simplicidade

Recentemente tenho lido bastante a CNN para acompanhar o caso Pistorius, mas o que mais me chamou a atenção foi um artigo do ‘caderno’ Business Insider escrito por Steve Kovach em que a Samsung vem inovando mais/melhor que a Apple. Não recomendo a leitura. O artigo é, possivelmente, um dos mais obtusos que li. O autor não tem visão e pouco entende sobre inovação.

De todas as aberrações escritas, vejam como Sr. Kovach não entende que a simplicidade é uma inovação:

Based on all this evidence, Apple feels behind. Take a look at its newest fourth-generation iPad. It has a killer processor and other great hardware features, but the operating system doesn’t take advantage of any of that. The home screen is still just a grid of static icons that launch apps.

Perceberam como o Sr. Kovach ignora solenemente a ideia de simplicidade da Apple? O iOS foi desenvolido para ser um sistema óbvio (não menos complexo) onde qualquer pessoa, com uma curva mínima de aprendizagem, consiga usar.

A simplicidade alcançada pela Apple no home screen do iOS é uma enorme inovação por ter conseguido tornar o computador descomplicado para a maioria das pessoas. Lembro que algumas não se aventuravam a usar um PC/Mac com medo de não saber configurar, instalar ou desinstalar um aplicativo.

Com a simplicidade do iOS, os apps estão ali prontos para serem usados, sem qualquer dificuldade. Surgiu a necessidade de apagar (desinstalar)? Basta tocar o app por alguns instantes e, voilá, apague tocando num ‘x’.

Não é esta simplicidade toda que fazem do iPhone ou iPad extremamente populares?

Ω

iTunes 11

Tarde, mas ainda digno de comentar. iTunes 11 é o melhor iTunes até hoje.

Maior destaque é o Expanded View, que nada mais é uma lista gráfica (e não puramente uma lista) com o conteúdo de album, filme ou série. Depois de clicar, o album é expandido com a mesma animação e lógica das pastas do iOS.

A idéia é brilhante porque permite que usuários de qualquer nível consigam acessar detalhes de uma vasta biblioteca de música/filme/séries sem nunca sair da interface primária, sem contar que o album abre com a listagem usando a capa do album de background, quase como uma homenagem aos tempos em que as capas de cds eram apreciadas. Como se tivessemos “abrindo” o album de verdade.

Ω

Steve Jobs: Um ano depois

Steve Jobs, co-fundador e CEO da Apple, foi a força que popularizou a computação como a conhecemos hoje. Foi a idéia dele de transformar o PC num eletrodoméstico como uma torradeira, geladeira ou televisão, permitindo assim fazer parte da nossa rotina.

Apesar de não ter conhecido Steve pessoalmente, tive a  felicidade de testemunhar a transformação cultural da computação e tecnologia e ver o impacto que causou na nossa rotina diária. Talvez os Beatles tenham feito o mesmo para os meus pais.

Por isso, exatamente um ano depois do mundo perder Steve Jobs, gostaria de registrar minha homenagem e lembrança ao mais temperamental, triunfante, falível, tecnólogo e artista do meu tempo.

Here’s to the craziest one. And, while some may see him as the crazy one, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

RIP

Ω

5 million iPhone 5’s

Decepcionante mesmo:

Apple® today announced it has sold over five million of its new iPhone® 5, just three days after its launch on September 21, and more than 100 million iOS devices have been updated with iOS 6, the world’s most advanced mobile operating system. iPhone 5 is available in the US, Australia, Canada, France, Germany, Hong Kong, Japan, Singapore and the UK, and will be available in 22 more countries on September 28 and more than 100 countries by the end of the year. Demand for iPhone 5 exceeded the initial supply and while the majority of pre-orders have been shipped to customers, many are scheduled to be shipped in October.

Ω

A ilha deserta da Samsung

Vejam que curioso.

Samsung postou na sua conta no Facebook uma pergunta aos fãs da companhia (?) indagando qual aparelho eletrônico levaria caso estivesse numa ilha deserta. Advinha qual foi o modelo?

I rest my case.

Ω

O Fracasso do iPhone 5

Ainda pensando (enquanto não tenho um em mãos) sobre o novo iPhone 5 e acredito que a Apple tentou a todo custo respeitar a evolução natural do design desde a primeira geração, mesmo refazendo do zero toda a engenharia do iPhone 5. Normalmente as pessoas tendem a rejeitar mudanças muito drásticas, o que me faz acreditar que a Apple não “mudou o time que está ganhando”. A mudança radical do iPhone 5 foi justamente manter a aparência familiar e, agora, clássica do aparelho.

Difícil é acreditar que todos os canais de notícia, blogs de gadget e “entendidos” no twitter estão certos e, assim, fuzilarem a Apple sob acusações de falta de criatividade, inovação versus plágio etc., enquanto a pré-venda do iPhone 5 quebra recordes a todo insante não significar que a Apple acertou em apresentar o que apresentou.

Justamente nesta linha, li um artigo interessante no Curious Rat que compara os posts dos “especialistas” que condenam a falta de criatividade da Apple e a recepção do público que parece ter gostado do que a Apple anunciou. Não é à toa que o pre-orders do iPhone 5 já é o dobro do iPhone 4S:

So, what can be gathered from this? Are these two million people just sheep following the herd? Have they not heard the good word from the saviors on Mount Verge that Apple isn’t innovating anymore because their case designs aren’t shaped differently?

A Apple vendeu em 24 horas 2 milhões de iPhone 5, ainda em pré-venda. Ou seja, sem mesmo o público em geral conhecer o novo iPhone 5, já é um sucesso. Sammy vendeu 10 milhões de Galaxy SIII entre o lançamento em maio e 30 de julho:

It launched in Europe on May 29, but was only brought to the U.S. market in mid-June after major carriers held back on selling what few devices it had due to “manufacturer supply constraints.”

But Samsung averted the crisis and managed to reach its 10 million sales in July target set by Samsung mobile business president J.K. Shin, thanks to strong demand in Europe.

No fim, o iPhone 5 é um fracasso só para os chatos dos blogs especializados. Para o público consumidor, no qual me incluo, o iPhone 5 é uma grata novidade e destinado a ser mais um sucesso.

Ω

The New iPhone is almost here

A Apple acabou de enviar o convite oficial  (9to5 Mac) para o próximo evento da empresa no dia 12 de setemebro. Como se pode ver, o convite é limitado à “It’s Almost Here” em cima do número 12 que, por sua vez, projeta uma sombra ‘para frente’ do número 5.

Imediatamente, todos os sites especializados (iMore, MacMagazine e MacRumors) apontam que esta é uma confirmação para que o próximo smartphone seja chamado de iPhone 5, o que contraria o que venho defendendo, simplesmente pelo fato do tão aguardado aparelho ser de 6ª geração.

Como bom advogado que sou, e atento aos detalhes que recheiam todos os convites da Apple, digo que o novo iPhone não será o chamado de iPhone 5. Ao meu ver, a sombra com o número 5, somado ao “It’s Almost Here”, é uma pista menos óbvia e mais sutil, indicando, na realidade, o número de fileiras de apps que passará a ser cinco. Você deve perguntar por quê, né? Vou explicar as três razões que me fazem acreditar nisso. Antes, vale lembrar que nenhum convite da Apple a informação sobre o evento é óbvio e a sutileza dos detalhes sempre fez diferença.

Vamos as três razões que me fazem ver dessa forma:

  1. A Apple nunca escolheu o nome de aparelho por comoção pública, assim como não adota tecnologia ou feature simplesmente porque o público quer. Veja o exemplo do Blu-ray que jamais foi incorporado à linha de iMacs e Macbooks ou da função cortar/colar que somente apareceu no iOS 3. Por fim, o melhor exemplo é o Novo iPad que, mesmo sendo de 3ª geração, não adotou a alcunha de iPad 3. Apenas o Novo iPad. Vejo a Apple seguindo o mesmo caminho o novo iPhone (imaginem quando a Apple lançar a 10ª versão… será que ela vai chamar de iPhone 10? Portanto, abolir a numeração após o nome iPhone resolve qualquer problema futuro de branding);
  2. A indústria especializada vem reportando a alguns meses que o novo iPhone será o primeiro smartphone da Apple com tela de 4″. Pois bem, o número 5 no convite é uma confirmação disso. E aí, você pergunta, como assim mano? Se a tela é de 4″ porque o 5 no convite? Eu explico. Com a atual tela de 3,5″, são apenas visíveis 4 linhas de Apps (menos o dock que é fixo), assim, com a nova tela de 4″ seria possível mais uma linha de Apps, chegando as 5 linhas. O “It’s Almost Here” é o recado para os fãs de tela grande de está quase “aqui” (no mercado);
  3. Como falei no meu segundo post (já estou caminhando para o 50º. Yeah!), não me parece coerente a Apple chamar a sexta versão do iPhone de 5. Chega a ser óbvio. Mesmo assim, a numeração do iPhone jamais se referiu à geração do modelo. Veja que o primeiro iPhone era apenas de iPhone (e no suporte/documentação interna é chamado de iPhone (1g), hoje em dia), o segundo foi o iPhone 3G , terceiro iPhone 3GS e o quinto como iPhone 4S. Apenas a quarta geração ganhou a numeração correspondente, talvez até por coincidência, se chamando de iPhone 4 (há quem diga que na verdade que a versão CDMA do iPhone 4 e 4S são subgerações do quarta e quinta geração…).

Falado tudo isso, continuo apostando que a Apple vai abandonar as numerações para o próximo smartphone limitando-se a chamá-lo de New iPhone.

p.s.: a única razão que vejo para o nome iPhone 5 é a necessidade dos novo compradores de smartphone precisarem de uma identificação de novo modelo. Talvez a palavra “novo” não seja o suficiente e a necessidade de manter a numeração frente ao nome do smartphone seja necessário. Mas aí, como faz quando a Apple vender a 10ª geração do smartphone? iPhone 10 não me parece bom para o marketing…

Haters são haters, e só isso.

Nas rodas de conversa onde surge o assunto “Apple” e que o iPhone é defendido como o melhor smartphone no mercado, seja por conta do design inovador, da qualidade dos materiais usado no aparelho, a interface, iOS, intuitividade etc., sempre aparece um pateta dizendo que o sucesso do aparelho se dá somente pela força do marketing da Apple. Dizem que a empresa rouba a tecnologia de outras, que copia tudo e que o futuro da empresa está fadada ao fracasso quando o hype passar.

Farei um post sobre o mito de que a Apple é copycat. Aguardem.

Ainda exitem outros quem preferem o ataque dizendo que o recente processo movido em face da Samsung sobre a disputa de violação de patentes do iPhone é sinal de uma empresa que caminha ao fracasso por não apresentar mais inovação. É sério que acreditam nessa baboseira?

Iria explicar o quanto isso é chato e sem fundamento, mas John Gruber já fez:

Another greatest hit from Apple troll bag: Apple is a technology poser that merely dresses up in pretty “marketing” the engineering innovations of other “real” technology companies.

For some, Apple is always doomed. In the old days, because they were too small, dwarfed by Microsoft. Then, a decade ago, it was because the iPod boom would surely prove fleeting and soon go bust. Now, it’s because they’re too big, doomed by their success and the company’s institutional hubris.

Pra mim essa raivinha significa uma coisa: inveja. Khürt Williams acha o mesmo:

What sometimes (often) boils my blood is the way Apple haters attack the company. When the company was struggling they were dismissed as an also-ran whose products were crap that no one would buy. Now that Apple is a success — from seemingly producing better product that people are buying — they are an evil corporation supported by millions of fan boys. I have a word for that. Jealous.