O Design do iOS 7

Finalmente, foi apresentado no keynote da WWDC a mais recente versão do sistema operacional móvel da Maçã: iOS 7.

Usei uma versão beta do sistema por alguns dias e já posso adiantar um pouco do que gostei e não gostei, mas antes é preciso falar um pouco do contexto que pude entender após o que foi apresentado. Só agora resolvi escrever, pois ainda precisei digerir toda essa grande novidade.

Nunca se contestou a capacidade do Jony Ive quando se fala em hardware, mas durante os últimos 8 meses pairava sobre a Apple a dúvida se Ive teria a mesma habilidade para liderar a revolução do design do software na companhia. Na verdade, o mercado tinha esta dúvida como a principal e crucial para o futuro da Apple.

Sem Jobs no comando, Ive foi oficialmente apontado como o novo responsável pela inovação dentro da Apple, agora com um título de SVP de Design. Até segunda-feira, não tínhamos ideia se o Tim Cook tinha acertado ou não. Hoje, após alguns dias usando o iOS 7, posso dizer que Ive é a pessoa certa para iniciar esse novo capítulo – desenvolvimento de software e hardware como uma única coisa.

Aliás, essa nova visão da Apple – pós-Forstall – de que o design é a combinação do desenvolvimento de software e hardware é a melhor estratégia. A Apple sempre vendeu a ideia de que seu hardware e software foram feitos para viverem juntos, nada mais certo do que o desenvolvimento seguir uma mesma liderança.

Agora, com esse primeiro gosto do iOS 7, é difícil não perceber a influência dos anos de hardware design do Ive. Veja que com o hardware, design é limitado pelas fronteiras da física, como peso, densidade, tamanho, conexões etc., enquanto o software não precisa enfrentar tais limites.

Neste sentido, a concepção do iOS 6 aproveitou a falta destes limites, conforme se pode ver quando se abre um pasta de apps no tela inicial e vemos a textura de linho “por baixo”, do mesmo jeito que vemos esta textura “por cima” ao puxar para baixo a Central de Notificações. Não há uma limitação física que impedisse isso, ao contrário se fosse uma questão de hardware, o que me faz entender que o atual iOS 6 não tem um conjunto de regras lógicas na implementação do UI. Na verdade, parece que a Apple não se preocupou com uma lógica conceitual na implementação da interface do usuário até agora.

A grande preocupação era criar uma transição fluida entre o mundo físico (de alavancas, botões, texturas, interfaces que simulam objetos reais) e o mundo virtual (simulações num único material – a tela sensível à multitoques de vidro). O tal skeumorphism digital.

Com o iOS 7, tudo muda. O sistema é baseada em regras. Na apresentação na WWDC, vimos que o novo sistema é baseado em uma série de camadas num eixo Z, também vimos uma drástica redução do uso de texturas e visuais 3D. Entretanto, não pensem que o iOS 7 é mais simples por isso. A tridimensionalidade ainda está presente, mas não é apenas visual, há uma lógica por trás do uso da profundidade conferida pelo 3D, que é alcançada a partir do uso de camadas translúcidas.

O sistema usa  translucidez não como um elemento visual tão somente para mostrar novidade, mas para proporcionar um senso de lugar ou localização. Quando se puxa o novo painel do Control Center (que controla ajustes como modo avião, bluetooth, AirDrop, controles de música etc.) por cima da tela inicial, vemos um painel translúcido que serve, exclusivamente, para mostrar que não fomos à nenhuma tela ou lugar novo, que estamos no mesmo lugar, com uma camada nova de informação (temporária) por cima.

Apenas com este exemplo, podemos ver que existe um sentido de lugar, profundidade e espacialidade no iOS 7, exatamente como o hardware nos faz sentir. A coisa parece real ou dá essa clara impressão de fusão com o software, e não mais apenas pixels processado numa tela de vidro. E, como disse no começo, parece que Ive partiu do mesmo raciocínio utilizado na concepção do hardware: o sistema segue regras lógicas, ainda que não sejam limitadas à física.

Claro que vejo que o iOS 7 ainda precisa evoluir bastante. Achei os ícones um pouco desconectados com toda a ideia de translucidez, tridimensionalidade e profundidade. O sistema ainda é um grande esqueleto e sofrerá uma grande evolução e lapidação até ser lançado para os mortais no fim de Outubro.

Um coisa é certa, a base conceitual do iOS7 corrige todos os excessos encontros na estética do iOS anteriores, excessos estes que são provenientes de Steve Jobs e seu amor pelas texturas de tecidos, madeiras, couros e que foi levada à risca por Forstall. Se posso explicar com uma só palavra o que vejo como objetivo do iOS 7 escolheria a palavra elegância.

O que eu tiro de tudo isso (ainda que seja o começo de um novo capítulo) é que o software e o hardware são e serão vistos com uma única grande peça. Software e hardware são os dois lados de uma mesma moeda.

Na Apple não existe mais design de hardware e design de software. Apenas design.

Ω

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Milhares de ‘Nãos’ para cada ‘Sim’

Após assistir o início da campanha institucional ‘Designed by Apple in California‘, rapidamente veio à mente a melhor campanha até hoje ‘Think Different‘ e o melhor de tudo é que ambas marcam o início de um novo capítulo da companhia e vieram em momentos de dificuldade.

A propaganda ‘Think Different‘ foi direcionada à própria Apple. Steve Jobs tinha acabado de assumir uma companhia em frangalhos e à beira da falência e fez de tudo para lembrar a todos os empregados o quão eram especiais. Aquilo serviu para motivar a Apple, lembrar que a companhia era única e que estava na hora de fazer algo diferente. De lá para cá vimos a Apple mudar a história e iniciou um novo capítulo com a criação de sucessos como o iMac, Macbooks (Pro, Air…), iPod, iPhone e iPad e sistemas como o OS X e iOS.

Designed in California‘ deve ser visto sob a mesma luz. A propaganda também é para a Apple e serve para lembrar aos seus empregados que a companhia não faz tudo e qualquer coisa, mas sim poucas coisas com um único objetivo: torná-las perfeitas, desde que sejam perfeitas para nós.

There are a thousand “no’s”

For every “yes.”

We spend a lot of time

On a few great things.

Until every idea we touch

Enhance each life it touches.

Este é o novo capítulo de uma empresa admirável. Vale a pena acompanhar.

Ω

Facebook Phone ou Widget?

Facebook acabou de convidar a imprensa especializada para falar sobre a “nova casa deles no Android. Josh Constine, do Tech Crunch, revela que é possível que a gigante das redes sociais vai mostrar um smartphone da HTC com uma versão do Android bem modificada:

Sources tell us it will be a modified version of the Android operating system with deep native Facebook functionality on the homescreen that may live on an HTC handset. The evidence aligns to say this is the Facebook Phone announcement people have been speculating about for years.

Duas perguntas:

  1. Outros fabricantes que usam Android fizeram lançamentos mas não mencionam o OS do Google. Facebook, por sua vez, deixou bem explícito no convite. Será que o anúncio é para falar sobre uma integração mais profunda no Android (assim como no iOS) do que o Android modificado? Tá me cheirando um widget nativo… Blergh
  2. Como fica a parceria do Facebook com a Apple? A Maçã vem numa guerra termonuclear com Google já tem tempo…

Ω

Google Reader será aposentado em 1º de Julho de 2013

Em Julho de 2011, após ser nomeado CEO, Larry Page postou no Google+ que a companhia iria focar em poucos produtos Google, o que resultaria na melhora de produtos considerados excelentes e mesmo desperdícios de energia em produtos de nicho ou com pouco uso.:

Greater focus has also been another big feature for me this quarter — more wood behind fewer arrows.

Tem sido assim desde então sem grandes surpresas, até ontem quando foi anunciado uma nova leva de limpeza mataram o Google Reader. Choque para todos. Comunidade nerd entrou em polvorosa. Galera no twitter xingando tudo e todos e até lançaram uma hashtag #savegooglereader.

Passado o choque, todo mundo se pergunta qual seria a alternativa para ler feeds depois que o Google desligar os aparelhos do Google Reader. O problema aqui não é o client que será usado para ler os feeds, e sim o que estes clients farão para listar os feeds depois que o Google encerrar o reader que, siginifica, não dar mais suporte ao API do Google Reader.

O que é API? É um conjunto de rotinas e padrões estabelecidos por um software para a utilização das suas funcionalidades por aplicativos que pretendem apenas usar seus serviços.

Dito isso, qualquer alternativa nada adiantará quando o API, não oficial diga-se, for morto. Fui, então, à procura de alternativas. Achei o The Old Reader e o Feedly.

The Old Reader

Apenas na versão web, com extensões para Chorme e Safari, o The Old Reader promete oferecer a experiência original do Google Reader e, realmente, parece uma solução promissora, mas ainda tem aquela pegada meio beta e parece cru.

Não encontrei nada falando sobre o uso do API do Google Reader e o que vai acontecer depois de 1º de Julho.

Feedly

Até agora a melhor solução, com vários formatos de leitura, integração com as principais redes sociais, leitores etc.

Melhor do Feedly é a promesssa deles de clonarem o API do Google Reader e fazer uma transição automática e imperceptível dos feeds depois de 1º de Julho. O projeto se chama Normandy e parece resolver a minha preocupação:

Transitioning from Google Reader to feedly

Google announced today that they will be shutting down Google Reader. This is something we have been expecting for some time: We have been working on a project called Normandy which is a feedly clone of the Google Reader API – running on Google App Engine. When Google Reader shuts down, feedly will seamlessly transition to the Normandy back end. So if you are a Google Reader user and using feedly, you are covered: the transition will be seamless.

If you are a Google Reader, give feedly a try before July 1st, and you will be able to migrate seamlesly (…)

Se quiserem tentar o Feedly, seguem os links:

Enjoy.
Ω

iPhone? Que nada, era Telepod ou iPad

Alguns dias atrás, num evento no Departamento de Marketing da Universidade do Arizona, Ken Segall (ex-pica grossa de Advertising da Apple) compartilhou detalhes interessantes sobre o brainstorm do smartphone da companhia. Eventualmente a Apple acabou ficando com o iPhone (que já estava até no imaginário dos fãs – não que isso tenha influenciado), mas a companhia considerou outras ideias. O pessoal do 9to5Mac acompanhou o evento e tem maiores detalhes de todos os nomes considerados na época, mas o que me chamou a atenção foram dois nomes:

Telepod

O nome foi considerado pelo ar futurístico que remetia à palavra telefone. Claro que o “pod” da palavra se aproveitava do contexto de sucesso da linha iPod. Parece que este nome fazia sentido por conta do projeto “ipod-phone” do Tony Fadell, projeto este que acabou perdendo para solução de portar o OS X para uma versão móvel chamado iOS do Scott Forstall.

iPad

Este era o nome original para o iPhone por conta do projeto do tablet já em desenvolvimento e talvez fizesse mais sendido chamar o iPhone de iPad, visto que o smartphone da Apple é, na verdade, um pocket-mac e não um simples telefone.

Na realidade, se faz de tudo no iPhone como no iPad, mas no smartphone ainda tem a possibilidade de fazer ligações telefônicas (através do Phone.app) e, certamente, o nome iPhone foi utilizado como parte da “educação” dada a nós pela Apple. Lembrem-se que o iPad como conhecemos foi concebido (projeto) antes do iPhone. Tem até aquela história que o pessoal da Apple não era satisfeito com os celulares da época e resolveram “consertar” este problema.

Bom, na verdade, hoje em dia sabemos que não foi “só” esse descontentamento com as ofertas de celulares da época que levou a Apple a criar o iPhone. Steve Jobs explicou uma vez que percebeu que o mercado ainda não estava pronto para um tablet com um multi-touch screen (os antigos tablet-pc da Microsoft eram desktop miniaturizados para um tablet e não tinham sido pensados para usar com dedo e por um usuário comum, e sim destinados a mercados específicos – como hospitais/médicos).

Jobs, então, imaginou que o iPad funcionaria melhor se fosse portado para um aparelho que fosse mais familiar as pessoas: telefone celular. Com isso, o iPad foi lançado como o iPhone aproveitando o imaginário comum das pessoas e induzindo-as a acreditarem que aquele aparelho era um super telefone e não um pocket-mac que fazia, entre outras milhares de coisas, ligações telefônicas. Como o celular já tinha chegado a um ponto de uso diário e repetido, a pessoas rapidamente aprenderiam a usar o iPhone.

E foi o que aconteceu. Após 3 anos de intervalo, o iPad, ao ser lançado em 2010, causou aquele alvoroço de era apenas um iPhone grande (e, na prática, é isso mesmo, menos o nativo Phone.app). Só que ninguem se deu conta que o público já estava acostumado (ou educado) pela Apple para usar o iPad sem curva de aprendizagem, graça aos iPhone.

Dito isso, é sempre interessante saber um pouco mais das engrenagens da Apple e ver as idéias por trás do gadget que mais revolucionou o mercado na última década. Mais interessante ainda é ver como a Apple acertou em seguir com o nome iPhone.

Ω

Inovação pela Simplicidade

Recentemente tenho lido bastante a CNN para acompanhar o caso Pistorius, mas o que mais me chamou a atenção foi um artigo do ‘caderno’ Business Insider escrito por Steve Kovach em que a Samsung vem inovando mais/melhor que a Apple. Não recomendo a leitura. O artigo é, possivelmente, um dos mais obtusos que li. O autor não tem visão e pouco entende sobre inovação.

De todas as aberrações escritas, vejam como Sr. Kovach não entende que a simplicidade é uma inovação:

Based on all this evidence, Apple feels behind. Take a look at its newest fourth-generation iPad. It has a killer processor and other great hardware features, but the operating system doesn’t take advantage of any of that. The home screen is still just a grid of static icons that launch apps.

Perceberam como o Sr. Kovach ignora solenemente a ideia de simplicidade da Apple? O iOS foi desenvolido para ser um sistema óbvio (não menos complexo) onde qualquer pessoa, com uma curva mínima de aprendizagem, consiga usar.

A simplicidade alcançada pela Apple no home screen do iOS é uma enorme inovação por ter conseguido tornar o computador descomplicado para a maioria das pessoas. Lembro que algumas não se aventuravam a usar um PC/Mac com medo de não saber configurar, instalar ou desinstalar um aplicativo.

Com a simplicidade do iOS, os apps estão ali prontos para serem usados, sem qualquer dificuldade. Surgiu a necessidade de apagar (desinstalar)? Basta tocar o app por alguns instantes e, voilá, apague tocando num ‘x’.

Não é esta simplicidade toda que fazem do iPhone ou iPad extremamente populares?

Ω

iTunes 11

Tarde, mas ainda digno de comentar. iTunes 11 é o melhor iTunes até hoje.

Maior destaque é o Expanded View, que nada mais é uma lista gráfica (e não puramente uma lista) com o conteúdo de album, filme ou série. Depois de clicar, o album é expandido com a mesma animação e lógica das pastas do iOS.

A idéia é brilhante porque permite que usuários de qualquer nível consigam acessar detalhes de uma vasta biblioteca de música/filme/séries sem nunca sair da interface primária, sem contar que o album abre com a listagem usando a capa do album de background, quase como uma homenagem aos tempos em que as capas de cds eram apreciadas. Como se tivessemos “abrindo” o album de verdade.

Ω

Thermonuclear

O Google já falou que não se sente ameaçada com o veredito favorável para a Apple e que as patentes violadas não tem ligação com core do Android. Então, por que o Nexus (produzido pela Sammy para o Google) foi um dos alvos do processo? Parece que teve cópia sim.

Steve Jobs prometeu que gastaria seu último fôlego (que já acabou) e até o último centavo da Apple para impedir que o Google continuasse copiando as ideias do iOS para Android. Centavos não faltam para a Apple. Diria que, depois da Samsung, o próximo alvo será o Google.

Acho que é questão de tempo. O processo da Apple contra Samsung ainda tem muita lenha para queimar, mas assim que transitar em julgado, não me espantaria com a promessa do Jobs sendo cumprida.

iOS 6 and no youtube native app

Apple já tinha matado o Google Maps no iOS 6. Agora o 9to5Mac descobriu que a Maçã vai fazer o mesmo com o app nativo do Youtube, de acordo com o último beta do iOS.

A informação foi confirmada para o The Verge a partir de um contato com um representante da Apple, vê só

Apple’s entire statement is below.

Our license to include the YouTube app in iOS has ended, customers can use YouTube in the Safari browser and Google is working on a new YouTube app to be on the App Store.

Vou falar que não me surpreendo com isso. Claramente a Apple não quer mais ligação alguma com a Google e como a licença para uso expirou, não viram vantagem em continuar com a parceria. Aliás, a parceria entre Google e Apple já azedou tem tempo e isso é tudo fruto da briga Android x iOS.

Square + Starbucks

Sou fã da Square desde que Jack Dorsey anunciou em meados de maio de 2010 e fiquei feliz de ver que a Starbucks resolveu investir na companhia, adotando seu formato inovador de pagamento eletrônico. O NYT tem a notícia:

Cash moved one small step nearer to its deathbed with the announcement on Wednesday that Square, the mobile payments start-up, would form a partnership with the Starbucks Coffee Company.

This fall, Square will begin processing all credit and debit card transactions at Starbucks stores in the United States and eventually customers will be able to order a grande vanilla latte and charge it to their credit cards simply by saying their names.


Ficou claro que a inovação da Square é sólida e poderá ser aplicada de forma mainstream. Até para matar a curisosidade, atualmente a Square oferece card reader e 3 Apps que se interligam:

Square Card Reader

O primeiro, e o mais inovador, dos três serviços é um pequeno apetrecho quadrado (claro, né?) que se conecta no headphone connector jack do iPhone (e outros iDevices, além dos Androids) e é, basicamente, um leitor de cartão de crédito/débito. O App que é utilizado em conjunto com o leitor é a alma do negócio, e lá vc faz toda a transação (com input de senha ou assinatura), descontos, tips, refunds etc.

Square Register

O Square Register é, na verdade, outro App para ser utilizado com o iPad. Essencialmente, o iPad faz a vez da máquina registradora, oferecendo tudo que se espera para processar uma venda, podendo controlar todas as vendas etc.

Pay With Square

Este App é voltado para o cliente. Aqui o app facilita a compra fazendo que clientes regulares nem precisem sacar mais a carteira, cartão de crédito/débito ou dinheiro. Você faz o pedido pelo telefone (a caminho da loja) e ao chegarVocê pode até mesmo abrir uma “conta” e ter direito a descontos, rewards pro frequência etc.

Aliás, a ideia da conta é tão legal que pode ser aberta automaticamente assim quando você chega na loja. Aí é só fazer o pedido e dando o seu nome completo o atendente processa a venda e encerra a conta. Se já não precisava pegar a carteira, com “conta” aberta automágicamente, não precisa nem mexer no iPhone. Incrível:

With Square on your iPhone you’ll never have to swipe your credit card again. Simply walk in the door and say your name at the counter. Pay without ever touching your wallet or phone.

As lojas/restaurantes que utilizem Square fazem parte da Square Community e são listadas no serviço podendo ser encontradas por qualquer um que use o Pay With Square.

Bom, eu sou fã da ideia e não vejo a hora deles vierem para o Brasil. Claro que vai demorar, mas imagino que as transações de crédito e débito são iguais no mundo inteiro, o que não deve atrapalhar tanto na adaptação do Square no Brasil.

Eu mesmo venho desenvolvendo um projeto de restaurante e adoraria adotar a tecnologia da Square. Acho que facilitaria a vida para administrar o pagamento, sem contar que a taxa pela transação é fixa, independentemente da bandeira do cartão, e o investimento em equipamento é mais barato (1 ou 2 iPads seriam o suficiente).

Agora, isso tudo é novidade, mas daqui a alguns anos os pagamentos que faremos em lojas e restaurantes vão se resumir a transações que não dependem de troca de dinheiro (papel moeda).