iPhone 5S ou iPhone 6?

Quando se fala no lançamento do próximo iPhone, o interesse é gigante e tudo sobre o novo aparelho é imaginado, até mesmo a numeração do modelo, para não dizer o nome (até porque a Apple não vai matar a marca iPhone tão cedo). Como estamos nos aproximando do período em que as especulações ganham vida e os rumores começam a florescer, vou fazer a minha primeira aposta:

O próximo iPhone será o “iPhone 6”.

E por que não iPhone 5? Senão vejamos.

Me parece que, desde o lançamento do iPhone 3GS, a Apple tem nos “educado” que a cada dois anos o iPhone sofre uma revolução. Vejam as diferenças de specs e design do 3G, 4 e 5 e como as versões 3GS e 4S “apenas” evoluíram o então atual modelo. Os modelos 3G, 4 e 5 apresentaram novo design (3G com casing de plástico, 4 casing de sanduíche de vidro e armação de metal e o 5 com um casing de alumínio mais fino), novos processadores, novas câmeras e apresentação de novas versões do iOS, enquanto que as versões 3GS e 4S foram “apenas” evoluções, sem mudanças drásticas, principalmente no design do aparelho.

Todavia, a prática da Apple de nomear os modelos evoluídos com o ‘S’ não me parece mais uma boa jogada: primeiro por que existe uma pressão cada vez mais crescente de que os outros fabricantes (Samsung, principalmente) parecem lançar novidades e revoluções de seus aparelhos flagships a cada ano; segundo por que a onda pessimismo da Apple que reina no mercado, entre os admiradores e na imprensa especializada está no máximo e, terceiro, marcar um novo lançamento com o rótulo ‘S’ talvez “confirme” este pessimismo.

Este tal pessimismo começou a ganhar vida com o lançamento do iPhone 4S, muito em razão do aparelho ter sido “descoberto” após um funcionário da Apple ter esquecido o aparelho num bar. Naquela época, o Gizmodo dissecou o aparelho antes do seu lançamento e algumas pessoas começaram a levantar a suspeita que aquele aparelho encontrado era um fake e, automagicamente, o aparelho não seguia a linguagem industrial da Apple etc.

Essa onda ganhou força com os eventos do “Antenna-Gate” e da vacilada do novo Maps.app e chegou ao máximo com a morte de Steve Jobs. Esse pessimismo tem sido disseminado pelo mercado de valores com previsões estapafúrdias (iWatch, iTV etc.) e com isso a Apple amarga desvalorização das ações no mercado, mesmo tendo quebrado recordes de vendas e faturamentos a cada semestre, assim como apresentando números fantásticos de lucro líquido (só o segmento iPhone gera um lucro líquido maior que o faturamento total da Microsoft…).

O pessimismo é tão forte hoje em dia que, mesmo se a Apple lançar uma iTV de 60″ com resolução 4K com AppleTV embutido, com possibilidade de comprar aplicativos, tudo comandado via Siri, tudo isso por USD$ 99, é capaz do mercado, imprensa e admiradores reclamarem que o sistema não é aberto o suficiente e que o tamanho da tela não é grande o suficiente e que a Apple está rumando para a falência.

Ken Segall parece pensar o mesmo e aborda esta questão no iPhone Naming: When Simple Gets Complicated defendendo que o próximo iPhone seja chamado de “iPhone 6” e não “iPhone 5S”:

More important, tacking an S onto the existing model number sends a rather weak message. It says that this is our “off-year” product, with only modest improvements. If holding off on the big number change achieved some great result, I might think otherwise. But look what happened with iPhone 5.

This model brought major changes: bigger screen, better camera, greater speed, all on a thinner and lighter body. Yet its improvements were still dismissed by many as “incremental.”

Assim, o momentum da imagem de companhia inovadora da Apple não é dos melhores nos últimos tempos e lançar seu produto carro-chefe com um rótulo que hoje causa a impressão de uma leve evolução pode acabar sendo um tiro no pé.

Por isso, independentemente do que vai ser apresentado como o novo iPhone, seja uma versão totalmente e radicalmente inovadora ou uma versão bem melhorada do modelo atual, acredito que o melhor nome para o próximo iPhone seja “iPhone 6”.

ultima vez eu errei, quem sabe agora eu não acerto?

Ω

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Facebook Home: Por quê?

Design lindo para uma interface de telefone que não tenho a menor vontade de usar.

Vou esperar o Jony Ive descobrir o futuro novo design do Samsung Galaxy S5.

Beijo, me liga.

Ω

Samsung, BBC News e o Jornalismo (im)Parcial

Saca só o artigo na BBC News, dizendo que a marca Apple é menos inspiradora. De primeira tem duas coisas erradas: primeiro, a marca não é inspiradora, e sim a companhia e, segundo, a Apple continua como a principal marca a ser batida, o que demonstra o nível de inspiração causado nos concorrentes:

Smartphone rival Samsung is now seen as equally “inspiring” in the US, says the survey by consultancy Added Value.

É bom lembrar que Added Value é uma subsidiária da WPP. A WPP, por sua vez, é a agência de publicidade da Samsung.

Bacana que a reportagem não se dá o trabalho de mencionar este detalhe no artigo sobre a pesquisa.

BBC News já foi melhor.

Ω

Inovação pela Simplicidade

Recentemente tenho lido bastante a CNN para acompanhar o caso Pistorius, mas o que mais me chamou a atenção foi um artigo do ‘caderno’ Business Insider escrito por Steve Kovach em que a Samsung vem inovando mais/melhor que a Apple. Não recomendo a leitura. O artigo é, possivelmente, um dos mais obtusos que li. O autor não tem visão e pouco entende sobre inovação.

De todas as aberrações escritas, vejam como Sr. Kovach não entende que a simplicidade é uma inovação:

Based on all this evidence, Apple feels behind. Take a look at its newest fourth-generation iPad. It has a killer processor and other great hardware features, but the operating system doesn’t take advantage of any of that. The home screen is still just a grid of static icons that launch apps.

Perceberam como o Sr. Kovach ignora solenemente a ideia de simplicidade da Apple? O iOS foi desenvolido para ser um sistema óbvio (não menos complexo) onde qualquer pessoa, com uma curva mínima de aprendizagem, consiga usar.

A simplicidade alcançada pela Apple no home screen do iOS é uma enorme inovação por ter conseguido tornar o computador descomplicado para a maioria das pessoas. Lembro que algumas não se aventuravam a usar um PC/Mac com medo de não saber configurar, instalar ou desinstalar um aplicativo.

Com a simplicidade do iOS, os apps estão ali prontos para serem usados, sem qualquer dificuldade. Surgiu a necessidade de apagar (desinstalar)? Basta tocar o app por alguns instantes e, voilá, apague tocando num ‘x’.

Não é esta simplicidade toda que fazem do iPhone ou iPad extremamente populares?

Ω

iPad mini or iPhone mega?

Finalmente a Apple se rendeu ao mercado de tablets de 7″, ainda que o iPad mini esteja beirando as 8″ e pela primeira vez eu tenho a impressão de que temos um iPhone mega e não um iPad mini. É claro que ainda preciso usar um, mas pelo que eu li, o aparelho realmente é pequeno o suficiente para ser usado com uma das mãos.

E antes que falem que o Steve Jobs é “full of crap” ao garantir que a Apple jamais lançaria um tablet menor porque já tinha estudado todos os tamanhos de tela, e que 10″ era o mínimo ideal e tal, lembrem-se que ele é um grande sacana, antes mesmo de ser um inovador.

Isso sem contar que todos os lançamentos da Apple nós próximos 8 anos tem influência direta do cara o que ajuda a afastar a ideia de que a Apple está copiando a concorrência. Sei que vão falar que Barnes & Noble, Amazon, Samsung e RIM já lançaram seus tablets de 7″ e que a Apple está desesperada e tal, mas vejam que o iPad mini é tão robusto ou mais do que o iPad 2, aparelho que até hoje dá um couro na concorrência.

Só por curiosidade, em 2003, Jobs disse que, inobstante o sucesso da Apple com aparelhos portáteis (iPods), a companhia não iria se arriscar a fazer tablets ou smartphones pois era um segmento fadado ao fracasso. Era brinks dele:

Walt Mossberg: A lot of people think given the success you’ve had with portable devices, you should be making a tablet or a PDA.
Steve Jobs: There are no plans to make a tablet. It turns out people want keyboards. When Apple first started out, “People couldn’t type. We realized: Death would eventually take care of this.” “We look at the tablet and we think it’s going to fail.” Tablets appeal to rich guys with plenty of other PCs and devices already. “And people accuse us of niche markets.” I get a lot of pressure to do a PDA. What people really seem to want to do with these is get the data out . We believe cell phones are going to carry this information. We didn’t think we’d do well in the cell phone business. What we’ve done instead is we’ve written what we think is some of the best software in the world to start syncing information between devices. We believe that mode is what cell phones need to get to. We chose to do the iPod instead of a PDA.

Em 2004 ele fez outra pegadinha do Mallandro™,  ao ridicularizar a ideia de video num iPod, como reportado pelo Gizmodo:

Mr. Jobs addressed the issue of video on iPods when asked by Mike Wendland of the Detroit Free Press whether or not Apple was looking to add features to the iPod. “We want it to make toast,” replied Mr. Jobs. “We’re toying with refrigeration, too.” While intended to get a laugh, which it did, Mr. Jobs also offered a more substantive answer as to why Apple had heretofore not added too many features to the iPod. “One of the things we say around Apple, and I paraphrase Bill Clinton from the 1992 presidential race, is ‘It’s about the music, stupid.'” Mr. Jobs says that there is a big difference between the way people listen to music and other activities like watching videos. Specifically, he said, you can listen to music in the background, while movies require that you actually watch them. “You can’t watch a video and drive a car,” he said. “We’re focused on music.”

Tem várias outras pérolas do cara. Se buscarem vão achar.

Agora é esperar o fracasso da Apple vender milhões.

Ω

A ilha deserta da Samsung

Vejam que curioso.

Samsung postou na sua conta no Facebook uma pergunta aos fãs da companhia (?) indagando qual aparelho eletrônico levaria caso estivesse numa ilha deserta. Advinha qual foi o modelo?

I rest my case.

Ω

O Fracasso do iPhone 5

Ainda pensando (enquanto não tenho um em mãos) sobre o novo iPhone 5 e acredito que a Apple tentou a todo custo respeitar a evolução natural do design desde a primeira geração, mesmo refazendo do zero toda a engenharia do iPhone 5. Normalmente as pessoas tendem a rejeitar mudanças muito drásticas, o que me faz acreditar que a Apple não “mudou o time que está ganhando”. A mudança radical do iPhone 5 foi justamente manter a aparência familiar e, agora, clássica do aparelho.

Difícil é acreditar que todos os canais de notícia, blogs de gadget e “entendidos” no twitter estão certos e, assim, fuzilarem a Apple sob acusações de falta de criatividade, inovação versus plágio etc., enquanto a pré-venda do iPhone 5 quebra recordes a todo insante não significar que a Apple acertou em apresentar o que apresentou.

Justamente nesta linha, li um artigo interessante no Curious Rat que compara os posts dos “especialistas” que condenam a falta de criatividade da Apple e a recepção do público que parece ter gostado do que a Apple anunciou. Não é à toa que o pre-orders do iPhone 5 já é o dobro do iPhone 4S:

So, what can be gathered from this? Are these two million people just sheep following the herd? Have they not heard the good word from the saviors on Mount Verge that Apple isn’t innovating anymore because their case designs aren’t shaped differently?

A Apple vendeu em 24 horas 2 milhões de iPhone 5, ainda em pré-venda. Ou seja, sem mesmo o público em geral conhecer o novo iPhone 5, já é um sucesso. Sammy vendeu 10 milhões de Galaxy SIII entre o lançamento em maio e 30 de julho:

It launched in Europe on May 29, but was only brought to the U.S. market in mid-June after major carriers held back on selling what few devices it had due to “manufacturer supply constraints.”

But Samsung averted the crisis and managed to reach its 10 million sales in July target set by Samsung mobile business president J.K. Shin, thanks to strong demand in Europe.

No fim, o iPhone 5 é um fracasso só para os chatos dos blogs especializados. Para o público consumidor, no qual me incluo, o iPhone 5 é uma grata novidade e destinado a ser mais um sucesso.

Ω

They keep on copying…

Como falado na sexta, a ordem é copiar tudo. Podem até trazer tecnologias mais evoluídas, mas o design mesmo tem que ser inovador feito o MacBook Pro/Air.

Chega a ser ridículo o nível de cópia da HP, Samsung, LG…

Haters são haters, e só isso.

Nas rodas de conversa onde surge o assunto “Apple” e que o iPhone é defendido como o melhor smartphone no mercado, seja por conta do design inovador, da qualidade dos materiais usado no aparelho, a interface, iOS, intuitividade etc., sempre aparece um pateta dizendo que o sucesso do aparelho se dá somente pela força do marketing da Apple. Dizem que a empresa rouba a tecnologia de outras, que copia tudo e que o futuro da empresa está fadada ao fracasso quando o hype passar.

Farei um post sobre o mito de que a Apple é copycat. Aguardem.

Ainda exitem outros quem preferem o ataque dizendo que o recente processo movido em face da Samsung sobre a disputa de violação de patentes do iPhone é sinal de uma empresa que caminha ao fracasso por não apresentar mais inovação. É sério que acreditam nessa baboseira?

Iria explicar o quanto isso é chato e sem fundamento, mas John Gruber já fez:

Another greatest hit from Apple troll bag: Apple is a technology poser that merely dresses up in pretty “marketing” the engineering innovations of other “real” technology companies.

For some, Apple is always doomed. In the old days, because they were too small, dwarfed by Microsoft. Then, a decade ago, it was because the iPod boom would surely prove fleeting and soon go bust. Now, it’s because they’re too big, doomed by their success and the company’s institutional hubris.

Pra mim essa raivinha significa uma coisa: inveja. Khürt Williams acha o mesmo:

What sometimes (often) boils my blood is the way Apple haters attack the company. When the company was struggling they were dismissed as an also-ran whose products were crap that no one would buy. Now that Apple is a success — from seemingly producing better product that people are buying — they are an evil corporation supported by millions of fan boys. I have a word for that. Jealous.

Thermonuclear

O Google já falou que não se sente ameaçada com o veredito favorável para a Apple e que as patentes violadas não tem ligação com core do Android. Então, por que o Nexus (produzido pela Sammy para o Google) foi um dos alvos do processo? Parece que teve cópia sim.

Steve Jobs prometeu que gastaria seu último fôlego (que já acabou) e até o último centavo da Apple para impedir que o Google continuasse copiando as ideias do iOS para Android. Centavos não faltam para a Apple. Diria que, depois da Samsung, o próximo alvo será o Google.

Acho que é questão de tempo. O processo da Apple contra Samsung ainda tem muita lenha para queimar, mas assim que transitar em julgado, não me espantaria com a promessa do Jobs sendo cumprida.

A vitória da Apple não atrapalha a inovação

Já li alguns artigos sobre como a vitória da Apple nos tribunais significa que a inovação ficará estagnada por medo de novos processos de violação de patente. Menos galera, menos.

Não acredito que empresas como Microsoft, RIM, Nokia e Google deixarão de investir em novas idéias para um novo smartphone e nada impedirá o lançamento de  smartphone melhor para ofuscar o iPhone. Como disse Gruber, melhor agora também significará diferente.

(…) Better necessarily implies different. What this verdict should prevent is any of them making phones that are disturbingly similar to Apple’s.

Vitória da inovação

A esta altura, todo mundo já sabe que a Apple venceu a dispusta contra a Samsung sobre violação de patentes. Como já tinha falado algumas vezes, esta disputa não compromete a competição e inovação. Na realidade, entendo que a vitória da Apple é uma grande vitória à todos que esperam ver a fabricante do iPhone continuar inovando.

Caso contrário, como justificar bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento para trazer produtos inovadores se tem empresas que apenas se dão o trabalho de copiar? Sem contar que acabam vendendo uma experiência pior sob o véu da semelhança.

Ainda bem que a  inovação venceu.